Era tarde e sol
Era mais um dia
Passando, passando...
Mais um dia e só.
Dia da Poesia,
Dia a dia, cotidiano.
E o cansaço na pele,
No corpo, na cara,
O tempo que não para,
Ainda que se atropele.
A urgência de tudo,
A extrema necessidade,
O verso por sobrevivência...
Rima pobre em verso mudo.
De viver, nem a vontade;
E o silêncio, a insurgência.
Sob o calor de infernos maquinais
Brota a vida, pobre mortal;
E vivos nós, como algo tão banal,
Carne e osso à espera de mais...
E o saber que não se sabe
Vem do peito
A alma de toda a psicanálise
Que em mim não cabe.
Morte e vida ao leito,
Num grito: calem-se!
Eduardo Ferreira
«As opiniões se dividem sobre a tradução de ποιητική: "poesia" ou "(arte) poética" (...) Pela reflexão de Aristóteles, a poiétiké, "arte poética", é concebida ativamente; poiésis, o processo real de composição... é a ativação, a encenação da obra da poiétiké. (...) Temos que recordar que as palavras poiétiké e poiésis, o mesmo que poiétés, "poeta", se formam diretamente sobre poiein, "fazer". (...) Ao grego antigo, seu idioma sempre o recordava que o poeta é um fazedor.» García Yebra, 1992.
sexta-feira, 19 de abril de 2013
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
19/11/2012
Silêncio,
Saudade.
Vontade de
?
E partir.
Para um algum lugar direção qualquer que me queira.
Onde querer nada seja ter tudo.
E de longe ver ficar a vida distante.
Nos espaços vazios de sentido.
Nos vazios de espaço.
No sentido vazio.
No vazio,
No vazio,
Partir.
Eduardo Maskell
Saudade.
Vontade de
?
E partir.
Para um algum lugar direção qualquer que me queira.
Onde querer nada seja ter tudo.
E de longe ver ficar a vida distante.
Nos espaços vazios de sentido.
Nos vazios de espaço.
No sentido vazio.
No vazio,
No vazio,
Partir.
Eduardo Maskell
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